sexta-feira, 4 de dezembro de 2009


No final do ano passado eu convidei Edgar Vasques para escrever o prefácio para "O Garoto no escafandro," álbum de quadrinhos idealizado por mim e que esta concorrendo a um financiamento pelo Fumproarte da prefeitura de Porto Alegre, mas, esse não é o motivo dessa postagem. Começo citando o Vasques,por conta da importância que ele teve para seguinte série de desenhos que inicio com essa postagem. Ele que me falou da importância de se treinar o traço desenhando a esmo, pelo próprio prazer de desenhar. Na ocasião eu estava em sua casa com o intuito de colher uma assinatura dele para anexar ao meu projeto. Então, pesou bastante este toque, não que eu já não tivesse ouvido isto antes, mas frente à monstruosidade de pastas e pastas deste tipo de material que ele me expôs prazerosamente, explicando os porquês de muitos de seus desenhos. Quase me senti um arrogante de merda por ter dito momentos antes que eu me via basicamente como um narrador gráfico, que só me sentia compelido a desenhar se fosse para uma história em quadrinhos. Depois disso veio a Picabu, o Viñetas Sueltas, a Tuca Confeitaria. Com a revista Picabu os quadrinhos voltam a tomar um lugar de extrema importância na minha vida. Com o Viñetas Sueltas (festival de quadrinhos independentes em Buenos Aires onde lançamos a Picabu) debuto nos ares de um pais estrangeiro: primeira viajem de avião; primeira viajem para fora do pais. Com a Tuca Confeitaria, o lastro para bancar todas essas realizações. Atendendo no balcão da "Tuca Confeitaria" pequena confeitaria que minha esposa montou assim que cheguei de Buenos Aires foi onde relembrei o conselho do Vasques, e não é que as horas de ócio renderam belos desenhos, estudos de grafismos, HQs, inclusive uma série desenhos que não consegui dar um nome, dada a minha incompetência nesse quesito. É certo que tudo isso vai estar por aqui na seqüência, também não posso perder essa oportunidade de agradecer ao velho Vasques pela influência positiva que sempre exerceu sobre meu trabalho.
Desenhos com algumas intervençôes de minha filha Gabriela, feitos na folha de ofício
onde eu anotava os preços das mercadorias.

4 comentários:

Anônimo disse...

Moacir,
pelo teu jeito de desenhar, e mais q isso, pela maneira de encarar a questão da representação gráfica, nunca tive dúvidas de q o exercício do esboço livre seria não só útil, mas uma satisfação pra ti. Vai em frente, q o q já é muito bom vai ficar melhor.
Edgar

Ethon disse...

Uau, olhos com faces flutuando e direito a intervenções da Gabriela ficaram "D+"!!!!

Ethon disse...

Os letreiros tão de náipes tri, também lembrando chão de ônibus e Fantoche No.1, não? Mais quantas possibilidades para "viagens" cenográficas que nem os bardos das ilhas sonham (mas sim adornos de motivos indígenas ou páginas de Flávio Colin não menos depuradas!)

Carlos Ferreira disse...

Moa, meu amigo!
Bacana o que tu distribui aqui para nós. Seus passos e devaneios de um aventureiro bom as ganhas no traço!
Valeu